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O Deus perto de nós - Reflexão 19º Domingo Comum “A” - São Mateus

As leituras apresentam duas cenas de teofania: Deus se manifesta ao profeta Elias na brisa à entrada da caverna do Horeb; aos apóstolos, e particularmente a Pedro, manifesta-se na pessoa de Jesus que domina o mar (1ª leitura e evangelho). A mensagem contida nessas duas revelações de Deus nos é mostrada no salmo de meditação que fala de salvação, agora próxima, expressa na rica terminologia de misericórdia, paz, graça, fidelidade, justiça...


Deus está conosco

Deus vem ao encontro do homem especialmente nos momentos de necessidade, quando ele o invoca com fé. O Deus dos profetas e de Jesus é aquele que toma a defesa dos pobres e dos fracos, e decepciona as esperanças dos que querem se servir de seu poder. Ele não está nos fenômenos naturais grandiosos e violentos: vento, terremoto, fogo; mas no sopro leve da brisa, como que significando a espiritualidade e a intimidade das manifestações de Deus ao homem.

Deus está próximo e assiste a sua Igreja

A comunidade cristã vive uma existência atormentada pela hostilidade das forças adversas, que se manifestam nas perseguições e dificuldades externas e internas. Unicamente com suas forças, ela não chegaria ao fim de seu caminho. Mas Jesus ressuscitado está presente no meio dos seus, embora invisível, ele os assiste. A Igreja revive, assim, a experiência da peregrinação do Êxodo. Sua fé, como a de Pedro, é posta a dura prova, mas a mão de Jesus que salva do abismo nunca deixa de estender-se. Jesus oferece, pois, à sua Igreja, a vitória sobre as forças do mal e a segurança nas provações, mas pede como condição essencial uma confiança sem hesitação. Só a fé é vitoriosa, a fé do cristão que caminha ao encontro do Senhor ressuscitado, no meio da tempestade. Uma fé que às vezes, como a de Pedro, impele a ir longe, a deixar a segurança tranquila da terra firme, para caminhar sobre as águas.

Deus é o absolutamente-Outro

Afirmar que Cristo venceu as forças do mal é, na realidade, reconhecer as dimensões cósmicas da sua obra. Antes dele, a solidariedade no pecado abrangia toda a criação: ele rompe essa cadeia. A vitória do cristão, portanto, não é apenas uma vitória sobre si mesmo: nem também uma ressonância cósmica. O cristão vence realmente o mundo cujos elementos domina, como Cristo e Pedro dominaram o mar. A missão do cristão consiste em abalar o domínio do mal em qualquer campo em que ele se manifeste.

Mas a palavra de Deus (1ª leitura) quer ressaltar também outro aspecto do mistério de Deus e da visão religiosa do universo. A experiência de Elias o leva a compreender que Deus não está nos fenômenos naturais: furacão, terremoto, raios, como pensavam os pagãos e as religiões da natureza; nem está no fogo, onde o imaginava a tradição javista (Ex 19,18). Deus não se deixa aprisionar por nenhum dos elementos que ele mesmo criou. A experiência de Elias é particularmente significativa da fé vivida no mundo moderno. Na mesma medida com que a ciência secularizou a natureza e o mundo, prestou um serviço à idéia de Deus, pois Deus não pode ser aprisionado dentro das categorias humanas, nem contido - e portanto atingível - nos fenômenos da natureza: ele é o absolutamente-Outro.

O homem o descobre através dos sinais

No mundo ateu e secularizado em que vivem aqueles que creem. Deus não lhes fala tanto através da natureza e dos fenômenos cósmicos; eles se tornaram opacos e fechados; os fiéis reconhecem Deus em muitos outros sinais dos tempos que revelam sua vontade, seu plano sobre o mundo e o homem. Eles não ouvem a Deus através da linguagem maravilhosa, mas ambígua, das criaturas, e sim através do sinal privilegiado de Deus no mundo: o homem. Feito à imagem e semelhança de Deus, o homem, descobre sua presença no íntimo do próprio ser, na própria história, nas aspirações profundas pelas quais "o homem supera infinitamente o homem" (Pascal).

"Uma vez que tudo foi criado em Cristo, por meio de Cristo, em vista de Cristo, todo aspecto de verdade, beleza, bondade, dinamismo, que se encontra nas coisas e em todo o universo, nas instituições humanas, nas ciências, nas artes, em todas as realidades terrestres e particularmente no homem e na história, tudo isto é sinal e caminho para anunciar o mistério de Cristo".

·        Primeira Leitura: Primeiro Livro dos Reis 19,9a.11-13a
·        Salmo: 84,9ab-10. 11-12.13-14 (R. 8)
·        Segunda Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 9,1-5
·         Evangelho: de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-33

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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